Não consigo acreditar na imprensa em relação à gripe suína.
Pra mim, vai ser igual o antrax e as outras gripes relacionadas a animais: a mídia, em sua imunda tentativa de ter algo cinematográfico para falar, vai ficar torrando o saco e botando medo na população sob uma possível pandemia (descobri essa palavra hoje, falei "epidemia" e fui corrigido, olha só), coisas que obviamente estão tomando uma proporção exagerada. O detalhe é que nessas manifestações mundiais de medo, sempre alguém sai lucrando. Tô pensando em vender máscaras no centro de São Paulo, com um cartaz: "Fuja do Porco! Últimas unidades, R$5 cada, 3 por R$10!"
Estou aqui de peito aberto pra dizer que essa tal gripe suína é uma enganação e que daqui 15 dias ninguém vai estar falando disso.
E tenho dito.
Autor deste post: Marcelo Brito, 22 anos, desempregado, não frequentou nem 40% de suas aulas de biologia, química e física no ensino médio, e não tem a menor autoridade para falar deste assunto.
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Não posso ser soldado. Eu ia dar risada na cara do sargento.
Não posso ser político. Eu ia dar risada de tudo.
Não posso ser comediante. Eu ia dar risada das minhas próprias piadas.
Uma vez, estava num bar e percebi por que a democracia total não pode existir. Ouvi um cara falando:
-É, gosto mesmo de racha... é minha paixão, todo final de balada vou lá perto do jockey tirar um... tá na veia, mano... não tô nem aí, bebo mesmo antes, pego 200 por hora. A morte é algo que vai vir algum dia mesmo... eu não tenho medo da morte não... Nem de matar ninguém.
Não aconteceu nada muito diferente no caminho, como o episódio do Tiozinho Fiscal da Ponte Orca de Olhos Com Listras Vermelhas. Só encontrei por acaso no shopping Santa Cruz um cara que conheci no navio, que rendeu a velha máxima: mundo pequeno.
Fui assistir Quem quer ser um milionário? hoje. Um filme maravilhoso, puro em sua essência e original no seu formato, merecedor de todas as estatuetas que levou no Oscar e Bafta.
E o melhor é que paguei meia entrada, mesmo não sendo mais estudante desde o final do ano passado. Simplesmente porque ainda não amadureci a idéia de agora em diante ter de pagar inteira em cinema e jogos de futebol. Fiquei assustado ao saber que a entrada de hoje no Reserva Cultural custaria R$19,00.
Então, mesmo sem nenhum comprovante (que sempre pedem, um comprovante bancário caso sua carteirinha não tenha data de validade), fiz cara de mau e, meio áspero, pedi à vendedora:
-Quem quer ser um milionário, 19h30. Uma meia.
Ela simplesmente aceitou de boa. E percebi que era isso que faltava na minha vida. Faltava um tanto de...
Ontem à noite faltou água potável aqui em casa. Tudo porque não fui precavido o suficiente pra ter pedido um galão durante o dia. Uma total falta de tato e planejamento estratégico.
Mas na madrugada bateu uma sede miserável. Olhei pra torneira, mas pensei nos micróbios... olhei na geladeira, mas só tinha leite e refrigerante. Foi quando pensei na idéia sem cabimento de botar água pra ferver, o que mataria os micróbios, como bem explicou minha professora da quarta série, para aí sim beber.
Mas não. Depois dessa idéia, explodi comigo mesmo. Uma parte mais forte de mim tomou as rédeas da situação e falou:
-Vai, vai, vai tomar no seu cu! VAI FICAR COM SEDE, FILHO DA PUTA! NÃO VAI BEBER NADA! VAI ESPERAR ATÉ AMANHÃ!
Antes de ir, perguntei ao Alessandro como chegar na Young. "Vá até o metrô Vila Madalena, pegue a senha da van da Ponte Orca e chegando lá anda no sentido dos carros." Pois justamente lá fui eu, até o metrô Vila Madalena, peguei a senha da van da Ponte Orca e chegando no ponto final andei no sentido dos carros. O problema foi que meu instinto interiorano falou mais alto, e simplesmente pensei que o bilhetinho dado no metrô serviria também para a volta - de graça até o metrô Vila Madalena. Sendo que na realidade só tem direito a essa interligação gratuita quem veio pelo metrô Vila Madalena ou por quem chegou de trem na estação Cidade Universitária, ao lado deste ponto final.
Voltando da agência ao ponto, havia uma fila enorme. Fiquei nela alguns minutos, e, perto de entrar na van, reparei que meu bilhete era diferente dos outros. Questionei isso a alguém da fila e esse alguém me disse pra "ir lá na estação e trocar", obviamente aquela resposta semi-errada que você dá quando está voltando de um dia cansativo de trabalho e algum maluco em outra rotação te faz alguma pergunta estúpida.
Então, fui "lá", falar com um tiozinho vestido com um uniforme meio de segurança sentado numa cadeira. Detalhe importante: nos dois olhos desse tiozinho havia uma listra vermelha horizontal. (O.O)
Cheguei perguntando como fazia pra trocar o bilhete e o tiozinho:
-Ih, veio falar com o cara errado...
Até aí, pensei: "não sabe me informar." A surpresa foi que ele continuou:
-Eu poderia te autuar aqui. Mas vou quebrar seu galho hoje.
Pensei: "Caralho! O que eu fiz? Sou inocente! Eu juro! Hey, olha lá, olha lá, o Ronaldo de cueca...!
Então, olhando nos meus olhos (cena esta que foi peculiarmente bizarra), disse:
-Eu tô ligado que alguém te deu esse bilhetinho... né?
-Não! Eu peguei ele no Vila Madalena! É meu mesmo, juroprocê!
-Ah, fala verdade, rapaz... alguém te deu ele... bom, vou te explicar como cê faz. Vai lá na estação, sobe lá, compra um bilhete do trem, fica um minuto, daí sai na catraca rápidão e pega a senha... na correria ninguém vai perceber. Ou então fica lá e pede pra alguém que não vai usar, daí cê usa o bilhete...
E eu, querendo sumir dali o quanto antes, falei algo como:
-Ah, de boa... tem algum ponto de ônibus aqui perto?
-Não, meu, vai lá... faz isso, é tranquilo.
-Tá... mas não tem nenhum ponto aqui perto?
-Até tem, mas vai lá, não dá nada não.
-Ah, mas... melhor pegar um ônibus mesmo, tem aqui perto?
-[neste momento o tiozinho levantou da cadeira] MAS VAI LÁ, FIO, MAIS LUCRO PRA VOCÊ.
Quer dizer, um fiscal da prefeitura - ou SEJA LÁ o que ele for! - que até então falou em me "autuar" agora insistia pra eu entrar neste esqueminha esperto. Bastante interessante.
Por fim, ele me explicou onde ficava o ponto, e, pior do que ter ficado simplesmente uma hora esperando o ônibus foi ter ficado uma hora esperando o ônibus com uma tiazinha me contando sua vida inteira (incluindo trechos interessantíssimos da infidelidade do marido e da falta de dinheiro no fim do mês), tudo porque respondi um infeliz: "passa sim" quando ela perguntou se o tal ônibus passava lá.
A Lilian me fez uma pergunta, daqueles testes psicológicos, mais ou menos algo como: "a mãe de uma garota morre, e no velório a menina se apaixona a primeira vista por um rapaz. Uma semana depois ela mata a irmã. Por quê?"
Respondi: "para ver o rapaz de novo no outro velório", resposta esta dada por pessoas com tendências psicopatas, segundo o teste.
Em suma, é bom terem cuidado comigo. Até porque eu ainda não almocei.
A resposta mais lúcida e explicativa que já recebi na minha vida:
-Pai, por que o Aécio Neves ganhou a eleição com tanta expressividade em Minas? Por que ele é tão popular lá?
-Ah, gosta de futebol... atleticano roxo...
Vou reprisar a partir de hoje os posts que mais marcaram meu blog. Farei isso aos poucos e por temas. Começando com uma personagem ilustre, a minha prima, Maria Laura. Como sou filho único, ela talvez foi a irmã que jamais tive. Mas estou me referindo a zoação e porrada. No alto dos meus 16 anos, era um esporte zoar a minha prima 3 anos mais nova. Hoje, até que nos damos bem e temos conversas altamente construtivas. Então, como forma de homenagem e redenção por todas as galhofas cometidas, irei relembrar os momentos (mas é claro, uma super redenção). Os posts estão logo abaixo. Aviso: todos eles contêm uma cavalar dose de imaturidade por parte do moleque que escrevia neste blog.
Minha prima estava contando suas novidades para mim, com o MAIOR ENTUSIASMO do mundo, dizendo:
-Nossa! Então, hoje na educação física eu consegui sentar de borboleta no chão e colocar o braço na frente, e torcer o pé ao mesmo tempo! E aprendi a fazer manchete no volei!!
Minha prima e tia vão passar uns dias aqui comigo. Bem como a minha mãe (frase sem nenhuma conotação incestuosa). Acompanhe agora um pequeno trecho da minha delicadeza com a prima:
(Andando pela Alameda Santos, começo a falar com ela)
-Então, mas em São Paulo tudo tem fila. Teve um dia que a gente não conseguia ir em lugar nenhum porque todos estavam lotados.
-Nooossa...
-É. O dia que o pai da Lilian veio foi foda.
-Nossa. Por quê?
-Pra começar, pegaram um trânsito gigante. Depois queríamos ir em algum bar, e todos lotados!
-Noooss...
-Um ninguém atendia, o outro tava cheio...
-Noossa.
-O jeito foi ir no Black Dog.
-Noss.
-... que também tava lotado.
-Nooossa.
-Você só tem a palavra "nossa" no seu vocabulário? Você só sabe falar "nossa"? Puta que me pariu, você tem um dicionário na sua casa com milhares de "nossa"? É com essa palavra que você se comunica em tudo com as pessoas? "Nossa". "Nossa isso", "nossa aquilo". Hoje quando você estiver no teatro vai falar "nossa" quando a peça acabar? Aliás, o que você achou do filme que acabamos de ver? "Nooossa"? É? Nossa, nossa, nossa. BAHHHHHHHHHH.
-Energumena*, sabe quantos habitantes têm São Paulo?
-Ah, vish, não sei...
-Chuta.
-Hum... hum... ah, um milhão.
-Ai, menina, como você é burra!
-Ah, calma, calma, brincadeira. Eu sei que é menos...
* - notem a minha usual delicadeza ao chamar a minha prima. Geralmente eu variava entre Energumena e Pequena Anta.
Ser prima de Marcelo Brito e caminhar com ele no calçadão das Pintangueiras contando sobre uma vez que foi assaltada no mesmo lugar é...:
-Daí ele pulou do gramado, disse 'vai encarar, tia?' pra minha mãe e puxou a corrente do pescoço.
-Era pivete?
-Sim, de menor.
-Não, não, filha... "de" menor tá errado. MENOR. Não confunda.
-Tá, tá... menor. Daí minha mãe voltou pra trás e...
-Voltou pra trás? É? É?
-Tá, tá... voltou. Daí...
-(interrompendo) Ãlá Laaaau, o jacarezinho de plástico na ãágua! (com voz de tipo chamando um bebê).
Sábado e domingo, para variar, tenho mais um churrasco. Dessa vez é aniversário da famosa - aqui no blog, pelo menos - ... MINHA PRIMA! A famosa Minha Prima! Que não irei citar o nome por motivos éticos!
Yeah!
...
Como de praxe, já estou preparando alguns planos maquiavélicos. Provavelmente tirarei fotos e voltarei com algumas histórias de zoeira. Ainda mais que ela convidou a Silvinha, uma "amiga" que vive zoando a pobre coitada (pra você ver a completa falta de personalidade da minha prima: convidar uma garota com quem não se dá bem). Se a Silvinha for, de primeira mão irei me ALIAR com ela. E com os meus primos, Gil e Gui, e o Thiaguinho, um moleque demoníaco mais mau que eu no quesito "zoação de primas bobocas".
Dica do dia: nunca jogue "stop" com sua prima e as amigas idiotas de sua prima. Se alguém me pedisse um conselho de vida, eu diria: "nunca jogue "stop" com sua prima e as amigas idiotas de sua prima." Acredite: você pode perder a cabeça e fazer uma besteira.
Ainda mais se uma das amigas da sua prima for uma... pera lá, como vou defini-la com um adjetivo? Deixe-me ver... TCHONGA. Algo do tipo. Se alguém tiver uma sugestão de adjetivo, por favor comente. A típica "bv", no linguajar dos teens fashions da atualidade.
Estávamos jogando Stop por iniciativa e INSISTÊNCIA IRRITANTE da minha prima. E eu lá, cheio de tédio e irritação profunda, louco para gritar: "olha lá, olha lá, o Gugu de calcinha!" e sair correndo. Mas tudo bem, continuei. Deu pra agüentar a Tchonga ter colocado "dinossauro" no animal com a letra D.
Isso até lermos as respostas da letra E. Era o nome de um CARRO. Minha prima e eu colocamos "Ecosport", uma outra mina colocou "Escort" e a Tchonga, toda orgulhosa, mandou essa:
-ESTILO.
...
-Aaaaaaai, menina, como você é burra! Ai, ai meu Deus! É Fiat STILO. SSSSSSSTILO. COM "S".
Mas ela se recusou a cancelar a resposta e estava confiante que o carro se chamava "Estilo". E me olhou com uma cara de: "você se acha esperto o bastante para roubar no jogo? Quem você pensa que é? Eu estou certa."
Minha prima, querendo proteger a amiguinha, fez vista grossa e cara de: "sei lá, virem-se" - mesmo sabendo que o nome do carro estava errado.
Dei um pulo da cama e meio completamente desnorteado atendi o telefone. BAH, era minha prima, que queria um cd emprestado:
-Oi, Marcelo, então, sabe o que é, eu tava vendo meus jogos aqui daí...
-FALA LOGO O QUE VOCÊ QUER. -Nossa, calma! Eu só queria emprestado o cd do The Sims, porque daí...
-TÁ, TÁ, TÁ, VEM PEGAR. FALOU.
-Não, espera, é que tem um negócio do outro cd...
-TÁ BOM, TÁ BOM, EU INSTALO. TÁ, TÁ, EU DOU O CD PRA VOCÊ. FALOU. FALOU. FALOU.
Voltei ao mundo da publicidade. Estou animado. Não estou em nenhuma agência, sou um zé ninguém, meu portfólio não está nada bom mas mesmo assim meu objetivo este é ano é Cannes.
2008 foi marcado pelos "Casos Isabella". Na minha humilde análise sobre o assunto, feita na metade do ano, apontei que na minha opinião própria particular pessoal intransferível só de mim esses casos são, sim, horríveis, mas acontecem a todo o instante e o destaque dado pela mídia é plenamente desnecessário, pra não dizer condenável. Tentei sugerir alguns porquês, mas seria uma resposta muito complexa e que eu sinceramente jamais conseguiria responder.
No entanto, parece que a mídia precisa de uns casos meio cinematográficos a cada 4 meses, e que as pessoas no geral também precisam de um caso assim pra debater suas idéias, opiniões e quem sabe até buscar um sentido pra sua existência.
Obviamente, vou comentar sobre o último "Caso Isabella" do ano. Por coincidência (ou não), a garota bauruense que morreu no MSC Opera também se chamava Isabella.
Obviamente², não vou comentar o que todo mundo já sabe: garota de 20 anos morreu num cruzeiro universitário por excesso de bebida, que é uma zona, que todo mundo leva droga, que mesmo a bebida sendo cara todo mundo compra, etc etc etc.
Segunda parte do post, num oferecimento de Sil Cabos Elétricos. Use Sil, seu imbecil!
Para quem não sabe, este ano fiz um cruzeiro. Não o universitário em que o fato em questão ocorreu, mas sim um normal, a bordo do M/V Sovereign (ou CVC Soberano). No dia da viagem, saímos de Bauru com um ônibus fretado pela CVC até o porto de Santos. No ônibus, por coincidência, estava uma tia da Isabella. Por mais coincidência ainda, ela estava lá no exato momento em que recebeu a notícia que sua sobrinha havia morrido após passar mal.
Foi mais ou menos na metade do caminho. Acordei ouvindo alguns gritos de "calma, calma, calma, calma, calma" vindos de algum parente da senhora que estava umas 4 poltronas atrás de mim. Parecendo prever que alguma coisa ruim havia acontecido, uma estranha sensação tomou conta de mim. Era como se eu quisesse e não quisesse ao mesmo tempo saber o que se passava. A única informação que consegui captar é que a sobrinha de apenas 20 anos teria tido um enfarte na praia.
Na chegada a Santos, o parente da senhora disse que na verdade isso tinha acontecido no dia anterior, e que todos estavam escondendo dela para não estragar o cruzeiro que ela estava prestes a fazer. Quem supostamente estragou tudo avisando pelo celular foi um amigo da vítima.
Fiquei perplexo, pensando: será que eu iria preferir ouvir uma notícia dessas antes ou depois do cruzeiro? Nada ia mudar o que aconteceu. Mas, mesmo assim, não seria uma injustiça só saber disso uma semana depois, como se nada houvesse acontecido? Não consegui responder esta questão. Como sempre, fiquei dividido e em cima do muro.
Chegando já no porto, o quebra-cabeças do caso foi se concretizando. Havia chegado a informação de que a garota teve uma overdose a bordo de um cruzeiro universitário. E, no momento em que eu soube disso, uma sensação de alívio pousou sobre mim. Era como se a Morte não escolhesse levar a gente sem cerimônia, mas a gente escolhesse quando morrer. Não estou aqui julgando ninguém, não estou dizendo que ela quis se matar e muito menos que ela não é vítima de uma fatalidade. Meu ponto é outro. Meu ponto é a sensação que tive ao saber que uma garota que até então teria morrido por um acaso do destino na verdade morreu por grande parcela de responsabilidade dela própria. Era como se eu tivesse por um instante a consciência de que controlamos nossas vidas - algo que obviamente não é verdade.
E a viagem começou, foi maravilhosa, e nas pouquíssimas vezes que vi a senhora no navio, me dava uma sensação de compaixão pela dor dela.
E percebi que a pior coisa é saber pouco sobre algo ruim.
Resumindo 2008: não foi lá dos melhores anos, fiquei em sétimo no paulista e perdi a final da Champions League nos pênaltis, mas foi o ano que tive mais sorte em toda minha vida por não ter atropelado irresponsavelmente um motoqueiro quando furei um sinal vermelho achando que não tinha ninguém passando - e ele passou em alta velocidade a 1 milímetro (se muito) do carro.
Eu e o motoqueiro temos muito a agradecer por 2008! Valeu, mulhéke! Héa!
Ano passado fui pela primeira vez cercado de expectativas e me impressionei com o Sky Wonder. Este ano, pensei que tudo ia ser diferente: mais criterioso, esperando mais, conhecendo como funciona e sem a magia da primeira vez. Surpresa foi a minha: os 7 dias a bordo do Sovereign of the Seas foram ainda melhores!
O cruzeiro conseguiu superar minhas expectativas e acabou sendo fantástico. Desta vez, ao invés de Montevidéu, Punta e Itajaí, fomos pra Salvador, Ilhéus e uma ilha privativa no Rio de Janeiro.
Navio ainda maior, espetacular, comida maravilhosa, barmans que te chamam pelo nome, camareiros e garçons brothers e, como na outra vez, uma porção de novos amigos feitos ao final da viagem. Desta vez não conheci nenhum semi famoso, mas pessoas fantásticas. Como um crupiê de blackjack do cassino, que mora em Londres a 5 minutos do Stamford Bridge e me deu um broche do Chelsea que trouxe de lá. E ele é brother do Lampard, que, segundo ele, é gente finíssima, fala espanhol e fuma e bebe tequila como ninguém. Hahá!
Enfim, contagiados pelas maravilhas dos passeios marítimos, meus pais ano que vem querem fazer outro cruzeiro. E eu... só tenho a agradecer!
Este ano foi terrível quando o assunto é futebol, mas espetacular quando cinema. Vi 21 filmes até agora e a maioria me surpreendeu positivamente.
Os 3 melhores pra mim são: Onde os fracos não tem vez, dos irmãos Cohen, impecável adaptação de uma obra-prima de Cormac McCarthy; Antes que o diabo saiba que você está morto, de Sidney Lumet, filme que coincidentemente dialoga com o primeiro em sua grande metáfora; e Violência Gratuita, de Michael Haneke, mais um filme violento e com sacadas primorosas de metalinguagem cujo tema não é a violência em si, mas sim o próprio cinema.
Não poderia me esquecer de outras obras maravilhosas, como Paranoid Park, O Sonho de Cassandra e Anche Libero Va Bene. Ainda não viEnsaio sobre a cegueira e Vicky Cristina Barcelona.
Um filme que merece certo destaque negativo é o brasileiro Ainda Orangotangos, de Gustavo Spolidoro, elogiado gaucho movie que foi rodado inteiramente em um plano sequência nas ruas de Porto Alegre. O filme, com a clara pretensão de ser surreal, procura explorar como o ser humano é burro e selvagem - idéia totalmente válida - através de fatos inusitados e personagens malucos interagindo aleatoriamente. Gosto do plano sequência, mas em 15 minutos de filme comecei a ficar com dor de cabeça devido as constantes tremedeiras de câmera. Talvez com um pouquinho mais de recursos o filme ficaria bom. Recursos para investir num elenco melhor, menos artificial e com diálogos melhores. Enfim, não gostei da carpintaria dramática do filme, mas até que achei a idéia boa.
No final das contas, saldo positivo e satisfação pelos 4 bons anos que tive. O curso em si tem lá seus defeitos, mas cá entre nós, publicidade dificilmente se aprende na faculdade. Já sabia disso antes de entrar e não esperava aulas de criação com o Mohallem. No mais, o que menos aprendi no curso foi publicidade. Aprendi mais sobre convivência, relacionamentos, cultura geral e etc.
Meu TCC foi super tranquilo, 10 meses de trabalho só no Banho Maria, na perícia, sem stress, sem brigas de grupo (composto por 7 homens), cumprindo todos os prazos e finalizando os trabalhos até com certa antecedência. Foi uma campanha para a linha de câmeras digitais da Casio. Foi bacana ter passado por todas as áreas e ainda receber alguns elogios da banca - que pouco importam para o diploma - mas que são sempre bem vindos.
Casa cheia ontem no Cine Bombril na repescagem da Mostra. Assisti a Gomorra e encerrei meu curto ciclo de 5 filmes este ano.
E tirei uma conclusão: o pessoalzinho cult é o público mais encrenqueiro e intolerante que existe. Vi várias situações constrangedoras no decorrer da Mostra: um cara fazendo escândalo e xingando a bilheteira, outro mandando uma mulher desligar "a porra do celular", várias pessoas mandando outras calarem a boca e etc. Puta povinho fresco.